Filósofos Iluministas

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Antes de falarmos dos principais filósofos iluministas é importante salientar o que foi o iluminismo de fato, o mesmo trata de filósofos do século XVIII que acreditavam na razão como principal instrumento na busca por conhecimento, afinal, luz: conhecimento, luz essa que vem da razão que ilumina e faz com que o ser compreenda o real via o conhecimento científico deixando de lado o pensamento medieval conhecido como a idade das “trevas” a qual a igreja tinha maior poder.

A grande formação dos pensadores iluministas advinha da burguesia europeia, por esse fato o iluminismo também é visto como um movimento político, nesse contexto, os iluministas faziam oposição as monarquias absolutistas europeias, isso ocorria pelo fato que os reis não tinham razão para governarem.

O iluminismo influenciou diversos movimentos de suma importância como a revolução francesa, a independência dos estados unidos e até mesmo a inconfidência mineira.

Portanto, os filósofos iluministas foram figuras de suma importância na construção do conhecimento no âmbito moral, político e trouxe questões importantes acerca da religião, da economia e pensamentos filosóficos.

OS PRINCIPAIS FILÓSOFOS

Vamos conferir os principais filósofos iluministas?

Jonh Locke (1632-1704)

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Jonh Locke foi um importante filosofo inglês, para ele todo ser humano nasce com direitos inalienáveis, ou seja, direitos esses que não podem ser retirados de nenhuma maneira como a vida, a liberdade e a propriedade privada.

Para Jonh Locke o ser humano possui direitos naturais que nascem com ele mesmo que ninguém pode questionar.

A primeira coisa que o filosofo diz é sobre o direito à vida, o direito a não ter ou possuir nenhum tipo de questionamento em relação à existência, a vida não pode ser tirada ou tomada.

O segundo direito é a liberdade, seja ela religiosa, de expressão, de pensamento, a liberdade vista em sua filosofia é um processo de crítica ao modelo político da época o absolutismo.

O terceiro é o direito a propriedade privada, é o direito a ter propriedade e ninguém pode tomá-la, o ser humano dotado de direitos tem condições por si próprio com o seu trabalho adquirir propriedade, caso adquira ninguém pode retirar, é um direito natural do indivíduo.

A função básica do estado para Locke é garantir os direitos naturais, proteção interna e externa e consequentemente gerar resolução de conflitos, o famoso estado liberal.

O filósofo escreveu diversas obras, dentre elas podemos citar “Dois tratados Sobre o Governo Civil” e “ Cartas sobre a tolerância”, não esquecendo de mencionar “ Ensaios sobre o entendimento Humano”.

Voltaire (1694-1778)

Voltaire foi bastante influenciado pelas ideias de Locke e foi um grande crítico dos dogmas da igreja católica, além de defensor da liberdade de expressão.

O filósofo em sua filosofia tecia grandes críticas ao clero e a intolerância, defendia a igualdade jurídica, a liberdade de expressão e a monarquia ilustrada (despotismo esclarecido).

Dentre as principais obras de Voltaire estão “As cartas Inglesas” ou “ cartas filosóficas” de 1734 e “ Candido” ou “ Otimismo” de 1759.

Quando falamos de igualdade jurídica em Voltaire estamos falando da igualdade das pessoas perante a lei, de forma que a pose de bens materiais ou a origem de um indivíduo a título nobre não tivesse qualquer interferência no julgamento feito pelo juiz.

Para Voltaire a liberdade de expressão era um valor inegociável, em outras palavras, para o filosofo não haveria possibilidade de nenhuma negociação caso o objetivo fosse limitar a liberdade de uma pessoa de expressar publicamente o seu pensamento, nesse caso o indivíduo tem o direito de expressar todas as suas concepções seja política, social, culturais sem sofrer nenhum tipo de punição.

Montesquieu (1689-1755)

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Montesquieu acreditava que o poder deveria ser fragmentando em executivo, judiciário e legislativo, sendo o último, de extrema importância, pois a lei deveria representar toda uma sociedade.

A marca registrada de sua obra é a defesa do equilíbrio das relações de poder, Montesquieu viveu em uma sociedade de antigo regime, a qual os reis absolutistas centralizavam o poder todo em suas mãos e por esse fato ele acreditava na fragmentação do poder.

Suas principais ideias estão intituladas em sua obra “O espírito das leis” publicado em 1748 e o filósofo foi o primeiro a estudar a política.

Não podemos deixar de citar que o pensador foi defensor do critério censitário, ou seja, apenas indivíduos com rendas e propriedades poderiam votar e disputar cargos públicos, lembrando que o critério estabelecido pelo filósofo foi um grande limitador para a participação popular na vida política.

Somente pessoas que comprovem renda a posses de bens ou propriedades têm o direito de votarem e consequentemente serem eleitos.

Montesquieu escreveu “Cartas persas”, “ O espírito das Leis”, “ Declaração dos direitos do homem e do Cidadão”.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

O filósofo acreditava que os seres humanos nasciam bons e se corrompiam pela sociedade, Rousseau também era um grande crítico das desigualdades sociais ocasionadas pela propriedade privada, além de ser um grande defensor da democracia direta a qual o povo participaria diretamente das decisões políticas.

A sua principal crítica estava acerca da propriedade privada, pois a mesma é causadora de toda miséria e desigualdade entre os homens.

Rousseau se diferenciou de todos os outros por ser o único a criticar a concepção positiva da propriedade privada, que para ele como mesmo mencionado, é o principal motivo para a constituição da miséria.

Jonh Locke também se opunha ao individualismo, ou seja, os interesses dos indivíduos estariam acima dos interesses da sociedade, com destaque na defesa da preservação da propriedade privada.

Para o filósofo a verdadeira igualdade entre os homens somente seria alcançada quando a propriedade privada tivesse fim.

Podemos citar algumas obras de grande importância: “O contrato Social” e “ Émile”.

Thomas Hobbes (1588-1679)

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Thomas Hobbes debruçou o seu pensamento acerca da natureza humana, e eis o questionamento, qual o estado de natureza para Hobbes?

“Homem lobo do homem”

Nessa frase, Thomas Hobbes exemplifica que se o homem for deixado por conta própria à guerra será instalada por todos os cantos, ou seja, todos contra todos, cenário esse absurdo dentro da sociedade no qual o “medo” irá governar, medo esse que advêm da morte, morte essa violenta, em linhas gerais, a lei nesse contexto se constitui pelo uso da força, para ele o homem possui uma natureza má, egoísta e cruel e nesse sentido precisa da criação de um estado.

E nesse cenário, Hobbes define que não há meios para se viver assim, em uma das suas principais obras “Leviatã” sugere a criação de um estado que possa controlar o estado de natureza do homem e o administrando.

Para ele o homem necessariamente precisa criar um governo absolutista e o mesmo terá poder total e completo.

Denis Diderot (1713-1784)

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O filósofo também foi uma grande figura dentro do pensamento iluminista, o mesmo igualmente aos pensadores criticava o governo absolutista, para ele a política deveria estar apenas centrada na exclusão das principais diferenças sociais, tanto que o mesmo citou:

“Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes de cidadão.”

O mesmo escreveu diversas obras de grande sucesso que o levou ao reconhecimento e também a prisão, podemos citar “Cartas sobre os cegos para uso por aqueles que vêem”, “ Enciclopédia” escrita juntamente com D Alembert.

Adam Smith (1723-1790)

Adam Smith é conhecido como um dos principais precursores do pensamento iluminista, o mesmo ficou conhecido como o “pai da economia moderna”.

Para ele o estado só poderia se desenvolver de fato com o fim dos monopólios e principalmente a desaceleração da política mercantilista, o filosofo acreditava que esforço individual do indivíduo levaria ao caminho da prosperidade e o acumulo de riquezas.

O mesmo citou:

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele tem pelos próprios interesses”.

Adam Smith acreditava que todo estabelecimento que tinha como objetivo o lucro deveria ser livre, ou seja, sem nenhuma intervenção governamental, pensamento esse que teve grande influência no crescimento do capitalismo e consequentemente da burguesia, fatores que aos poucos foram excluindo os benefícios feudais e o mercantilismo.

Dentre suas principais obras podemos citar: “A riqueza das Nações” e “ Teoria dos sentimentos morais”.

PARA SABER MAIS…

Dentre esses pensadores citados acima podemos citar Baruch Spinoza (1632-1677), David Hume (1711-1776), Jean Le Rond D Alembert (1717-1783), Immanuel Kant (1724-1804) todos defendiam o conhecimento puramente racional.

CURIOSIDADES

A enciclopédia é uma invenção iluminista de Denis Diderot que reuniu 33 volumes e os principais conhecimentos sobre a humanidade ao longo do tempo, a mesma foi editada pela primeira vez na França e foi a partir disso que ficou conhecida mundialmente, a enciclopédia ficou conhecida por ser a principal fonte de divulgação das ideias iluministas, por esse fato os próprios são reconhecidos como “enciclopedistas”.

 Não se esquecendo de falar que os museus são uma invenção iluminista e o primeiro foi criado por Napoleão Bonaparte no palácio do Louvre em Paris.

No contexto Brasil, boa parte das nossas leis são inspiradas pelo iluminismo, o art. 5ª da CF trata dos direitos e deveres individuais e coletivos que sofreu grande influência dos ideais iluministas.

Frases de Filósofos iluministas

Sempre considerei as ações dos homens como as melhores intérpretes dos seus pensamentos. John Locke

A necessidade de procurar a verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade. John Locke

As novas opiniões são sempre suspeitas e geralmente opostas, por nenhum outro motivo além do fato de ainda não serem comuns. John Locke

Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram. Voltaire

Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas. Voltaire

Todas as grandezas do mundo não valem um bom amigo. Voltaire

A pintura é poesia sem palavras. Voltaire

A educação desenvolve as faculdades, mas não as cria. Voltaire

Uma palavra grosseira, uma expressão bizarra, ensinou-me por vezes mais do que dez belas frases. Denis Diderot

A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito. Denis Diderot

Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo. Denis Diderot

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