Teoria do Conhecimento (Gnosiologia)

Sabemos que o campo da filosofia é uma área extensa de conhecimentos e percepções, e através disso é dividida em vários campos de análise, uma delas é a teoria do conhecimento, ou mais conhecida, como gnosiologia.

A palavra Gnosiologia é de origem grega “Gnosis” significa (Conhecimento) e “ Logos” (Doutrina, teoria). O conceito é a parte da filosofia que estuda o conhecimento humano através da sua origem e natureza que tornam possível o ato de conhecer, a termologia também pode ser conhecida como “Teoria do Conhecimento”, epistemologia, e até mesmo critica do conhecimento.

A teoria entendida como disciplina na filosofia teve seu surgimento em meados da Idade Moderna, lembrando que antes mesmo da era moderna, os gregos já pensavam e questionavam as coisas do mundo, mas foi apenas na idade moderna que o conhecimento concreto se consolidou com o principal fundador Inglês Jonh Locke.

A teoria do conhecimento busca o entendimento sobre as coisas com os seguintes questionamentos: O que é conhecimento? Como o conhecemos?

O ato de conhecer está interligado em dois momentos essenciais:

  • O Sujeito- É aquele que conhece o objeto, conhecido também como ser cognoscente, ou seja, o eu.
  • Objeto- É aquilo que é conhecido pelo sujeito, também pode ser denominado de (cognoscível)

Partindo desse principio, o conhecimento é a apresentação verídica ligado ao pensamento, que seria o sujeito, a partir dessa relação é estabelecida formas distintas para o saber.

 O método adotado pela filosofia para resolver os aspectos de conhecimento é a divisão do assunto em duas partes: As chamadas fontes primeiras e as possibilidades de conhecimento. Vamos conhecê-las?

Mas antes, é importante relembrar a importância da epistemologia dentro do conhecimento:

Epistemologia

Platão usou os conhecimentos de Sócrates para diferenciar o conhecimento de duas maneiras: A opinião (DOXA) e Episteme (Conhecimento Cientifico), ou seja, a epistemologia.

Sócrates compreendia o conhecimento em sua base válida, ou seja, a busca de um conhecimento seguro, universal, construindo novos saberes.

A epistemologia trata-se da comprovação cientifica sobre determinado objeto, essa comprovação se dá a partir da lógica e a teoria do conhecimento.

A partir disso, vamos conhecer as principais fontes:

Fontes primeiras de conhecimento

Como já sabemos, o conhecimento parte-se do principio do sujeito (cognoscente) através da consciência, e o objeto de conhecimento (cognoscível) que é a realidade do objeto e seus fenômenos.  Partindo desse principio, é preciso identificar qual é a principal fonte de conhecimento ou como a apreendemos, possibilitando duas respostas: A razão e a experiência, duas possibilidades que dão segmento a duas correntes:

  • Racionalismo: O racionalismo nada mais é que a idéia da razão, para os racionalistas a verdade só pode ser alcançada através da razão humana, e apenas pela razão. Alguns pensadores como, Platão, trouxe a divisão de dois mundo, a onde a verdade só pode ser alcançada no mundo inteligível e não no mundo dos sentidos, definido por ele como teoria das ideias. Já Descartes, considerado o pai da filosofia moderna, para ele tudo que existia era corpo e movimento, ele acreditava nas ideias inatas, ou seja, através do pensamento racional se chega às verdades naturais, sem a necessidade da experiência, apenas intelectualmente. Para eles os sentidos humanos são enganosos e leva a uma verdade enganosa, apenas os princípios baseados na lógica, no pensar, levam a uma verdade verdadeira, conhecimentos esses seguros ao homem.
  • Empirismo: O empirismo éobter o conhecimento através da experiência, é através da experiência que se pode chegar ao conhecimento dos objetos, Jonh Locke é o principal defensor desse segmento, com a sua teoria “tabula rasa”, o homem nasce sem conteúdo ou conhecimento algum, e através das experiências adquire conhecimentos, é como seu fosse um papel em branco, e através das vivências colhidas pelo ser humano é anotado tudo na consciência as experiências vivenciadas. David Hume foi considerado um empirista radical, ele acreditava que os sentidos ligados a experiência seria a fonte de todo conhecimento.

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Possibilidades de Conhecimento

Já sabemos as principais fontes do conhecimento, o racionalismo e o empirismo, duas correntes totalmente contrárias, mas saber a origem do conhecimento não basta, é preciso buscar as principais teorias do conhecimento, você deve estar se perguntando, como assim? Além das origens, é preciso estabelecer se o homem é realmente capaz de obter esses saberes, é a partir disso, que surgem três correntes para tentar resolver essa questão: O Dogmatismo, Ceticismo, Criticismo:

Dogmatismo: A corrente dogmatista trás que o conhecimento é possível através da sua totalidade, totalidade essa plena sobre algo. A corrente pode ser conhecida em duas vertentes: Dogmatismo Ingênuo e Dogmatismo Crítico.

O dogmatismo Ingênuo é um dogmatismo muito reconhecido no campo do senso comum, ou seja, é o conhecimento baseado em opiniões, acredita-se que as coisas, os objetos, é aquilo que parece ser, ou seja, não busca aprofundamento, acredita-se em qualquer verdade estabelecida.

Já o Dogmatismo Crítico, é aquele que defende o conhecimento como algo a ser alcançado, saber esse através da racionalidade e a ciência.

Ceticismo: O ceticismo acredita que é impossível ter total conhecimento de algo, ou seja, duvida da possibilidade humana de apreender um objeto na sua totalidade.

Criticismo: Já a corrente foi criada pela teoria Kantiana, nela o mesmo pontua que o ser humano pode conhecer algumas verdades e outras não totalmente, ou seja, ele estabelece uma relação entre dogmatismo e ceticismo.

Filosofia e outras formas de conhecimento.

Como sabemos, a filosofia é uma matéria diferenciada de todas as outras historicamente, como a mitologia, senso comum, religião, ciência, ou seja, princípios esses conhecidos também como formas de conhecimento, a mesma se diferencia pelo seu conhecimento sensível das coisas, ou seja, a especificidade, a racionalidade e a lógica.

O senso comum parte-se do principio de experiências particulares, próprias, ou seja, opiniões, não aprofundadas na busca do conhecimento, é superficial, já a filosofia parte-se de um cenário universal e sistemático.

No âmbito da ciência, o campo filosófico não apresenta um objeto de estudo especifico como a ciência: Química, biologia, física, dentre outros. A filosofia possui uma forma de conhecimento especifica dentre os diversos tipos de conhecimento.

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A filosofia diferencia-se da mitologia e a religião, pois é uma matéria de conhecimento lógico, racional, já os outros saberes partem de uma crença, crenças e mitos que não há fundamentos lógicos, provas.

A filosofia é o ato de pegar algo comum e transformar em algo novo a ser conhecido.

PARA SABER MAIS….

Antes de concluir todo pensamento, é importante entender que a teoria do conhecimento não compreende todas as coisas, ou seja, todos os objetos, e sim, parte-se de premissas gerais para se chegar ao conhecimento humano e a partir disso, a sua relação com aquilo que pode ser conhecido, mais especificamente, a totalidade dos objetos.

Exemplo: A teoria do conhecimento não ira buscar conhecer especificamente: Futebol, música, artes, física, e sim, compreender o ato de conhecer de cada uma delas.

A partir desse principio, o objeto pode ser apreendido em dois momentos: Fora da mente humana e dentro da própria mente humana, formas essas que dão acesso a realidade. É nesse caminho, que o sujeito com a sua relação com o objeto resulta o conhecimento, dando origem a diversas formas de saberes, como mesmo vimos.

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