Filosofia da Ciência

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A filosofia da ciência nada mais que é a problematização filosófica ou metodológica das ciências, ou seja, a mesma questiona e avalia os métodos científicos existentes e assim direciona o modo a qual o cientista deve agir para que os resultados de suas experiências resultem em conhecimentos válidos.

Em linhas gerais, é área da filosofia que investiga os limites e a veracidade do conhecimento científico. Além do mesmo, sabemos que existem outros três tipos de conhecimento, o religioso, senso comum e filosófico.

A prática científica é aquela baseada no método empírico e nas elaborações de teorias cientificas.

Por fim, a filosofia da ciência vai buscar investigar e refletir sobre esse tipo de conhecimento.

É importante ressaltar que o campo filosófico parte de problemas gerais, enquanto a ciência caminha para princípios específicos, ambos se complementam em suas bases de estudos.

A filosofia da ciência busca compreender quatro questionamentos básicos:

  • Quais os principais limites da ciência?
  • Qual a particularidade?
  • Qual é o seu valor?
  • Para quais fins serve a ciência?

Afinal, o que é Ciência?

A palavra ciência vem do latim “scientia” que significa conhecimento, sabedoria, a mesma parte-se de um conhecimento preciso e sistemático, e com ela formula explicações de leis cientificas e matemáticas.

Determinadas teorias cientificas podem transparecer mais dúvidas em relação às respostas, George Bernard Shaw (1856-1950), já dizia que a mesma resolve problemas, mas criam dez outros.

A ciência concebe seu campo de estudo através de fenômenos do cotidiano, e dessa forma, busca classificar esses mesmos fenômenos para assim formular leis científicas.

Vejamos um exemplo:

Os raios podem ser fenômenos que acontecem em quase toda parte do mundo, o cientista observa o mesmo e assim questiona como esse raio é formado e principalmente a sua regularidade, observando esses dois princípios, esse mesmo estudioso busca analisar suas principais características

Juntando todos esses fatos, são elaboradas diversas teorias sobre a sua origem, e o cientista busca na própria natureza explicações lógicas e contundentes, sem recorrer a explicações divinas e mitos.

Após diversas pesquisas e aprofundamento sobre o fenômeno raio, o cientista se torna apto para entender e assim descrever o processo a qual o fenômeno acontece:

  • A Nuvem acumula o excesso de carga elétrica, positiva e negativa
  • O raio acontece como modo de desfazer a tensão, assim, transmitindo a eletricidade

 E por fim, elabora uma lei cientifica através de dados físicos, químicos e matemáticos sobre o assunto.

Veja ainda:

Teorias Cientificas

É importante mencionar que as teorias científicas não são eternas e muito menos imutáveis, com o decorrer do tempo as leis que foram formuladas podem sofrer alterações diante do avanço da pesquisa cientifica, ou seja, leis que foram formuladas em uma determinada época podem ser desacreditas em outros tempos.

Temos como exemplo clássico e até mesmo polêmico para alguns, o Criacionismo, o termo é visto como a única explicação possível para o surgimento do mundo, ou seja, para o criacionismo Deus criou todas as coisas.

Mas, com o surgimento das teorias Evolucionistas de Darwin (1809-1892) as coisas mudaram de figura, o mesmo questionou a teoria do criacionismo e concebeu novas concepções para o surgimento do mundo, alegando que o mesmo não foi criado em dias, mas sim, em bilhões de anos.

Método cientifico

O Método científico nada mais é que um processo que precisa ser realizado para que determinado fenômeno possa ser visto como conhecimento verdadeiro.

René Descartes (1596-1650) foi o primeiro a sistematizar o conhecimento cientifico, podendo ser conhecido também como método cartesiano.

O método de Descartes foi criado para combater a idéia que os fenômenos naturais podiam ser explicados apenas pela linguagem teológica, e assim, a mesma a passou a ser entendida de outras maneiras.

E for a partir de Galileu e Galilei (1564-1654) que o conhecimento tornou-se quantitativo e especifico, ou seja, a ciência começou a caminhar em um contexto a qual o objeto de estudo só seria aceito quando fosse realmente comprovado a sua veracidade através de repetições desse determinado fenômeno.

Recomendamos também: Ceticismo.

Origem da filosofia da ciência

As bases do conhecimento científico se estabeleceram a partir do período moderno do renascimento iluminista, a partir de filósofos que tentaram elaborar a criação de um método que pudesse ser seguro.

Francis bacon (1561-1626) trouxe a idéia que só o conhecimento científico e o avanço tecnológico poderiam superar os quatros impedimentos que impedem o homem de chegar ao conhecimento, e só a ciência é capaz de superá-los.

Já Descartes (1596-1650) trouxe o método capaz de eliminar os enganos produzidos pelos sentidos, em sua obra “discurso do método.”

Com a entrada do positivismo no século 19, houve a criação do saber cientifico com Auguste Comte (1798-1857) no século 19 lança as bases da doutrina positivista, para ele o único conhecimento válido são aqueles baseados na experiência, para o filósofo, todas as áreas da vida humana deveriam ser elaboradas a partir de leis cientificas.

A partir da elaboração do conhecimento cientifico e com ela a delimitação da ciência, ocorre de fato à filosofia da ciência, que para Comte é a própria filosofia positivista, que deveria tratar apenas de entender e refletir sobre o conhecimento científico.

Textos recomendados: Criacionismo e Empédocles.

Principais pensadores

Thomas Kuhn (1922-1996)

Thomas Kuhn (1922-1996), enquanto filósofo da ciência problematiza a metodologia cientifica, o mesmo coloca a importância do contexto de descoberta e a sociedade em questão, esse mesmo contexto pode se dividir em:

  1. Histórico
  2. Sociológicos
  3. Sociais
  4. Psicológicos

É importante considerar todos esses princípios para perceber se o resultado está condizente ou não.

Thomas também trás a noção de paradigma, paradigma é a menor unidade metodológica da ciência, ele acredita que a ciência irá resolver problemas dentro dessas unidades, a mesma delimita a área e o campo de estudo.

Os paradigmas norteiam os padrões de racionalidade aceito em uma comunidade cientifica.

Para ele a ciência se move através de saltos, ou seja, em revoluções, é a ciência que rompe com os paradigmas que são os modelos pré concebidos e assumidos como modelos ideias, assim é necessário criar novos modelos, para que um dia, novos estudiosos venham quebrar esses mesmos paradigmas criando outros, ou seja, torna-se um ciclo de evolução cientifica, os chamados saltos pelo conhecimento científico.

KARL POPPER (1902-1994)

Popper foi um grande critico do neopositivismo, o mesmo defende que a ciência deve encarar novos desafios:

“Todos os patos são brancos, imagine que em determinado lugar há um pato branco, mas com uma pinta preta, ou seja, a teoria é refutada.”

Assim, para ele, o mero empirismo, ou seja, a experimentação, não garante a validade de um conhecimento científico, por esse fato, a ciência precisa propor novos desafios e concepções, para assim confirmar a sua teoria, pois o empirismo sozinho não garante um conhecimento concreto, espaço esse que dá caminho a falseabilidade, para ele, teoricamente as teorias cientificas podem ser falseadas.

A CIÊNCIA TEM LIMITES?

Algumas pesquisas e teorias científicas realizadas infelizmente podem levar a destruições de grande proporção, por esse fato, a filosofia da ciência chega a questionar a própria ciência, pois a mesma pode proporcionar certa qualidade de vida e bem estar, mas pode ocasionar o contrario, o campo é conhecido como ética cientifica:

Vejamos um exemplo claro:

“O DNA com a sua descoberta na década de 50 proporcionou um grande campo de estudo na área biológica e medicinal, diversas doenças que não havia perspectiva de cura, passaram a ter esperanças de tratamento, mas, no entanto, o DNA levou a descoberta de doenças genéticas incuráveis.

PARA SABER MAIS…

Portanto, a filosofia da ciência busca compreender os principais aspectos científicos partindo da sua utilidade e pesquisas. A ciência difere de outros campos de conhecimento através da sua particularidade e rigorosidade no saber.

Os principais filósofos da ciência:

  • René Descartes
  • Galileu Galilei
  • Isaac Newton
  • Karl Popper
  • Charles Darwin
  • Nietzsche
  • Albert Einstein
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