O que é nacionalismo?

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O que é nacionalismo? O nacionalismo é o sentimento de pertencer a uma determinada nação, ou seja, é o individuo que valoriza todos os símbolos nacionais e se sente responsável por defender a integridade do estado a qual está inserido.

O nacionalismo pode ser considerado uma ideologia contida em várias outras, pois existem vários tipos de nacionalismo.

Os indivíduos nacionalistas tendem a preservar o território a qual se encontra e não aceitam nada que possa corromper a integridade do estado já estabelecido, ou seja, eles não se importam com a cultura da sociedade, mas sim, há uma relação de amor com o estado e a preservação do mesmo.

O historiador Eric Hobsbawn (1917-2012) entendia o nacionalismo como um sentimento comum entre as pessoas pela busca de uma nação democrática e assim mobilizadas a transformações políticas. 

Mas o nacionalismo em sua conjuntura influenciou ações extremistas como o regime nazista, o fascismo na Itália e no Japão, fato esse que levaram muitas pessoas a repudiarem o nacionalismo.

Você ainda não compreendeu? Vejamos um exemplo simples:

Como sabemos o nacionalismo são as pessoas que amam o seu povo e a sua terra, sabe a sua moradia? Então, essa moradia possui muros e um portão, e você com certeza não deixa qualquer pessoa entrar em sua residência e fazer o que bem entender, não é?  Isso é ser nacionalista. É defender a sua propriedade, o seu território.

Vamos entender um pouco mais de sua origem?

Origem do nacionalismo

O nacionalismo pode ser visto como uma ideologia que teve suas primeiras nuances de surgimento no século XIX, nesse período os Estados-Nações na Europa estavam se afirmando como nação. A população francesa da época começou a rejeitar o estado absolutista buscando um governo democrático inteirado a participação popular.

Napoleão após ter conquistado boa parte do território da Europa, propôs a ideia de proteger e ao mesmo tempo fortalecer o seu espaço e a partir disso começou a ressaltar características próprias daquele lugar a fim de proteger contra o ataque de outros invasores.

A ideia foi sei consolidando e espalhando pelo continente europeu até que chegou a países ainda não consolidados como estados-nação da Albânia, Bulgária, Itália, Alemanha, dentre outros países.

Com esse contexto o nacionalismo começa a ganhar força e espaço formando uma espécie de identidade nacional de uma nação.

O nacionalismo pode ser concebido de duas formas: A maneira ideológica e ação política, a ideologia está ligada a uma identidade nacional abarcada nos laços culturais e étnicos, princípios esses de origem em comum, na ideologia nacionalista considera-se a formação de nação como um Estado independente.

Já no campo político, o nacionalismo é mal visto, pois a soberania é umas das principais determinações para resolver assuntos internos e até mesmo internacionais, nesse campo a autodeterminação está muito presente.

Estado e nação

Primeiramente é importante entender o que é estado e nação para assim haver uma melhor compreensão da temática:

  • Estado: O estado é uma entidade soberana de teor administrativo a qual contem o território e de acordo com o estado podem conter diferentes nações, é uma estrutura própria e politicamente organizada.
  • A nação reúne indivíduos que possuem tradições parecidas estabelecidas por grupos étnicos, culturais, lingüísticos e religiosos.

Portanto, não são todas as nações que possuem estados soberanos, mas todo estado possue consequentemente uma nação, diferenciando apenas nesse aspecto.

Vejamos um exemplo claro:

“Vamos imaginar uma tribo de índios, a tribo representa uma determinada nação de origem indígena, essa tribo de acordo com toda história, mantêm a sua cultura, linguagem, vestimentas, mas não tem a soberania de decidir sobre assuntos externos, papel esse que fica apenas em função do Estado Brasileiro a qual é considerado nesse aspecto soberano, acima das decisões.

Outro exemplo pode ser visto em etnias curdos, o povo dessa etnia não possuem um território para constituir um país independente, ou seja,  não possuem um Estado intermediador.

No século XIX os países como Alemanha e Itália ainda não eram considerados consolidados, a consolidação só ocorreu por influência do nacionalismo e seus valores, a qual busca identidade nacional e a principalmente a formação de uma nação.

Patriotismo

Muitas pessoas ainda confundem patriotismo com nacionalismo, realmente as duas termologias têm as suas ligações e alguns princípios em comum, mas diferentemente do nacionalismo, o patriota é aquele que está ligado a sua origem, ou seja, é o amor e o orgulho de pertencer a uma pátria.

Alguns autores ainda trazem a ideia que o nacionalismo e patriotismo são sinônimos, fato esse que não é considerado correto, Lord Acton (1834-1909) foi um dos importantes pensadores de sua época que trouxe essa diferenciação, o mesmo concebeu a nacionalidade como a figura do homem conectado com a raça e o patriotismo com os deveres morais, deveres esses totalmente ligados a comunidade política, outro fator de diferenciação importante a ser citado, é que o patriotismo não traz em sua conjuntura elementos militaristas, diferentemente do nacionalismo.

Uma frase que remete bem essa diferenciação foi uma atribuída ao general Francês “Charles de Gaulle”, o mesmo citou:

“Patriotismo é quando o amor ao teu próprio povo vem primeiro. Nacionalismo é quando o ódio pelos demais povos vem primeiro.”

O patriota é uma pessoa que sente a necessidade de pertencer necessariamente a um determinado grupo a qual se identifique e a partir disso buscar fontes com o passado, com a política, com as condições sócias e culturais da sua nação. 

Em linhas gerais o patriotismo é uma ideia que compreende o sentimento de valorização e pertencimento que as pessoas sentem pela nação ou país o qual estão incluídos, seja pela cultura, pela língua, pela religião dominante, dentre outros fatores.

 Lembrando que uma pessoa patriota ama o seu país e deseja o bem-estar dos compatriotas, mas não concorda com tudo que é estabelecido, questão essa que muitos profissionais deixam o seu país de origem por não receber nenhum incentivo como ginastas, jogador de futebol, artistas, modelos, dentre outros.

Outro texto para leitura: Humanismo Renascentista.

Ufanismo

Primeiramente é importante entender a origem da palavra, Ufanismo advêm de origem espanhola que significa vangloriar-se da sua terra ou de um determinado grupo, ou seja, é orgulha-se de pertencer a determinado território.

Em linhas gerais, o ufanismo pode ser entendido como um nacionalismo exagerado, ou seja, como o próprio nome já diz, é o exagero de ressaltar as qualidades da sua pátria, qualidades essas sem fundamentos para serem ditas.

A termologia já proporcionou bastantes discussões negativas, muitas pessoas a vê como agressivo e que tenta de todas as maneiras fazer com que somente a sua pátria seja vista como digna e merecedora de todos os créditos, de todas as prosperidades, riquezas e paz.

O ufanismo é sinônimo de superioridade gerando questões problemáticas como a xenofobia, discriminação de imigrantes e racismo.

No Brasil o conceito ganhou forma no ano de 1900 com a publicação da obra “Porque me Ufano do meu País”, obra essa escrita por Afonso Celso, considerado conde em sua época.

“Triste fim de Policarpo Quaresma” obra essa famosa na literatura Brasileira também concebeu nuances do ufanismo, obra essa escrita pelo famoso escritor Lima Barreto.

E por fim, a primeira geração Modernista Brasileira também retratou o Ufanismo, essa geração manifestou o Brasil e o crescimento da era industrial.

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Nacionalismo no Brasil

O nacionalismo no Brasil esteve diretamente conectado com o período de governo de Getúlio Vargas, período esse que abarcava o surgimento do estado novo. O estado novo ganhou seu respiro no ano de 1937 até 1945 e tinha como principais características o anticomunismo, autoritarismo e o famoso nacionalismo.

O nacionalismo na fase do governo de Getúlio foi visto e implantado de diferentes formas e maneiras como o surgimento de propagandas em seu governo, políticas de caráter populistas e a grande valorização do território brasileiro.

Na fase do regime militar, lá estava o nacionalismo novamente sendo incentivado através de campanhas ufanistas, as campanhas tinham como objetivo de conceber a simpatia e ganhar admiradores do atual forma de governo, cartazes como:

Eram vistos nas campanhas em avenidas, até mesmo foi criado uma música a qual tinha um refrão bastante NACIONALISTA:

“Eu te amo, meu Brasil, eu te amo; ninguém segura à juventude do Brasil, este é um país que vai pra frente (…) e como podemos ver, foi um país que foi muito pra frente nos últimos anos (contém ironia)

 A principal idéia era conquistar a população e fazer com que a mesma amasse a sua nação em plena ditadura militar.

Nacionalismo nos dias atuais

Felizmente o Nacionalismo caminha diferentemente do que era retratado em tempos na Alemanha nazista e o Brasil dos anos 30. Com o grande avanço da tecnologia e as grandes atitudes criticas, o mundo mudou e com ele as pessoas também se modificaram em suas formas de pensamento.

Hoje em dia não é tão cultuado os símbolos, as culturas, o hino da bandeira, e felizmente há mais aceitação de imigrantes que buscam socorro e abrigo em outros países. Mas alguns lugares ainda rejeitam essa ideia por medo de acabar com a cultura que ali foi estabelecida e as tradições construídas, ideia essa presente no antigo pensamento nacionalista.

Concluindo, é super compreensível que as pessoas tenham amor a seu país, a sua cultura, a sua comunidade, mas que faça e estabeleça isso de uma forma tranquila, em paz e sabendo respeitar as diversidades contidas mundo a fora que são muitas, isso que torna o Brasil e o mundo colorido.

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