Escola de Frankfurt

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A escola de Frankfurt foi uma importante escola filosófica no século XX que surgiu em 1924 no departamento de pesquisa social da universidade de Frankfurt, na Alemanha, a mesma concebeu influências de suma importância como a marxista não clássica, não clássica, pois não era ligada a partidos comunistas.

A escola de Frankfurt surgiu em uma época bastante conturbada conhecida como período entre guerras e é representada por dois nomes de suma importância Theodor Adorno e Max Horkheimer que foram os principais fundadores da instituição, ambos teceram grandes criticas aos regimes fascistas, nazista e soviético.

Por mais que a escola seguisse o pensamento marxista a mesma chegou a ser critica do marxismo tradicional, marxismo esse feito de organizações sindicais e partidos políticos, a mesma estava mais ligada à questão das universidades do que na questão política em si.

Vamos conhecer um pouco mais do contexto histórico da escola de Frankfurt?

Foto Antiga da Escola de Frankfurt

ORIGEM

Primeiramente é importante mencionar a origem da termologia “Escola de Frankfurt”, a mesma vem do alemão “ Frankfurter Schule” a qual é a  compreensão informal para a ( escola de teoria social interdisciplinar), a mesma foi constituída por marxistas divergentes e agregados do “ Instituto para pesquisa social” da Universidade de Frankfurt.

CONTEXTO HISTÓRICO

 A escola de Frankfurt foi formada no inicio dos anos de 1920 mais exatamente em 1924 dentro de um auditório na Universidade de Frankfurt a quais intelectuais se reuniam para discutir assuntos acerca da teoria política, lembrando que a tradição da escola é marxista não clássica.

A fundação da escola estava inserida em uma Alemanha sobre domínio de Hitler no ano de 1933 a qual foi eleito pelo povo como representante de uma direta conservadora implantando um regime nazista, o crescimento do totalitarismo dentro da Europa e o fascismo crescendo na Itália também fizeram parte do cenário da criação do instituto.

Assim, a teoria critica surgiu inicialmente com o intelectual Felix Weil considerado um dos pioneiros da termologia na escola, o mesmo organizou a primeira semana do trabalho marxista tendo como objetivo a criação das primeiras bases de um marxismo “puro” gerando assim uma teoria critica acerca do marxismo.

E foi com Herman Weill, pai de Felix, considerado um grande industrial da argentina que contribui com grande parte do dinheiro para a fundação de um instituto que tivesse voltado com o ministério da educação da Alemanha, fundando assim um instituto de pesquisa social voltado para a teoria critica marxista, é nesse momento que surge o primeiro germe do que é conhecido hoje como escola de Frankfurt.

A única exigência feita por Herman é que o instituto tivesse um diretor com algum vinculo com a universidade de Frankfurt, e assim, em 1923 é fundado o instituto de pesquisa social, em primeiro momento foi cogitado o nome “instituto para marxismo”.

O primeiro diretor foi Kurt Albert Gerlach que acabou falecendo no mesmo ano da fundação do instituto, por esse fato, Carl Grunberg foi eleito diretor e ficou até 1930 e em 1931 o instituto começou a se expandir e chegar a novos territórios e foi criado no mesmo ano uma dependência do instituto na cidade de genebra por solicitação da organização do trabalho.

Em 1933 o escritório já contava com 21 funcionários em genebra que acabou sendo fechado pelos nazistas que começaram a fechar o cerco contra os intectuais e um dos fatores dessa perseguição “a teoria critica” é que esses mesmo intelectuais  a maioria deles eram de origem judaica.

E a partir de setembro de 1933 o instituto passou a funcionar apenas na frança e na suíça, com a grande perseguição aos judeus muitos deles acabaram buscando exílio fora da Alemanha e não foi diferente com os intectuais do instituto.

Em 1950 o instituto consegue retornar a Alemanha como titulo “escola de Frankfurt” titulo esse que ficou mais conhecido, lembrando que a escola não era uma pensando unificado entre todos.

TEORIA CRITICA

A teoria critica tornou-se uma teoria legitima a partir de uma publicação da obra de “teoria tradicional e teoria critica” na revista de pesquisa social no ano de 1932-1942. Nesse artigo Max  aponta os aspectos principais da teoria critica.

É a partir desse contexto que surge dois dos principais fundadores da escola, Theodor Adorno e Max. A teoria critica estava voltada para a construção de uma metodologia teórica acerca dos principais acontecimentos da sociedade vigente.

A mesma serviu como orientação critica objetivando a consciência humana e a busca da emancipação da mesma, com esse contexto, rompe-se com o dogmatismo e a teoria tradicional voltada para a visão positivista e cientificista.

Em linhas gerais, a teoria critica buscou desprender-se das estruturas filosóficas limitadoras e ao mesmo tempo em sua base buscou no pensamento reflexivo a maneira de superar a dominação e encontrar um caminho para combatê-lo.

Portanto, a teoria critica é a figura para a construção de uma sociedade racional, crítica e livre, que esteve intrinsecamente ligada à dialética, ligação essa que proporcionou o confronto de teorias e ideias.

DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO

A dialética do esclarecimento é uma obra que foi escrita por Max Horkheimer e Theodor Adorno que concebeu ao leitor o esclarecimento, ou seja, esclarecimento partido da necessidade que os seres humanos têm de dominar a natureza a seu favor.

O esclarecimento é a busca pelo conhecimento, formando assim um esclarecimento totalitário, pois o ser humano tenta dominar tudo de todas as formas levando assim a dominação.

Diante desse cenário, ambos teceram criticas as ideologias totalitárias do século XX como o fascismo na Itália, nazismo na Alemanha, o socialismo da união soviética e com elas as guerras geradas.

A dialética do esclarecimento é uma obra que necessita ser lida, compreendida, para se entender os principais acontecimentos em um século a qual a sociedade se via em um caos completo.

INDÚSTRIA CULTURAL

A indústria cultural é a transformação da cultura em uma grande indústria, onde o principal objetivo é atingir o grande público, tornando-se assim uma cultura de massas e por fim lucrando com ela.

O termo foi cunhado por Theodor e Max entre os anos de 1947 quando ambos fugiram da Alemanha e com ela a ascensão do nazismo, nos estados unidos encontraram uma sociedade em estado capitalista bastante avançando.

Nesse cenário eles desenvolveram uma analise voltada para os meios de comunicação a qual a própria começa a produzir um tipo especifico de conteúdo interpretado por eles como “conteúdo de massa” que vão além do sentido da arte e o conhecimento em si e que estão mais relacionados a uma ideologia dominante.

A cultura se torna bens de consumo para gerar lucro e render ao sistema capitalista, a mesma se torna uma cultura de massa e esse processo é denominado por eles de “massificação da cultura” gerando uma homogeneização das pessoas, do conteúdo, da reflexão, ou seja, quando se tem acesso a um único tipo de cultura perde-se a capacidade de um pensamento critico, reflexivo, de pensar por si mesmo.

Em linhas gerais a indústria cultural é pensar a cultura como produção de lucro, ou seja, o capitalismo através da transformação desses conteúdos culturais transformados em conteúdos massificados faz com que o trabalhador em seu momento de lazer também esteja sofrendo em um processo de alienação.

PRINCIPAIS PENSADORES

Principais pensadores da escola de Frankfurt.
Principais pensadores da escola de Frankfurt.

Principais pensadores da escola de Frankfurt.

Não existia um pensamento homogêneo entre esses pensadores por isso o nome adequado é a “teoria critica”. Todos eles têm um ponto comum: estabelecer uma critica social sob o ponto de vista do marxismo heterodoxo, ou seja, de uma maneira não ortodoxa de ser estudar o marxismo, propondo novos limites, novas barreiras, encarando desafios sociais e econômicos.

 Abaixo estão listados os principais pensadores frankfurtianos que juntos denunciaram questões importantes como a dominação política, cultural, psicológica, econômica da sociedade moderna da época, analisando o capitalismo como o principal meio destrutivo do pensamento critico, político e revolucionário.

Todos estavam inseridos em áreas importantes como a economia, antropologia, ciência política, psicologia, dentre outros.

  • Max Horkheimer (1895-1973)
  • Theodor W. Adorno (1903-1969)
  • Herbert Marcuse (1898-1979)
  • Friedrich Pollock (1894-1970)
  • Erich Fromm (1900-1980)

Walter Benjamin (1892-1940) foi considerado o principal colaborador do instituto, já Jürgen Habermas (1929) participou da segunda geração de intelectuais do instituto de pesquisa e hoje com 90 anos de idade continua produzindo grandes conteúdos intelectuais.

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