O que é: Quasi-Realism na Filosofia
O que é Quasi-Realism na Filosofia
Quasi-realism é uma abordagem filosófica que busca conciliar o realismo e o antirrealismo em relação a questões morais e éticas. Essa teoria foi desenvolvida pelo filósofo britânico Simon Blackburn na década de 1980 e tem sido objeto de discussão e debate desde então. Neste glossário, iremos explorar em detalhes o conceito de quasi-realism, suas principais características e como ele se relaciona com outras correntes filosóficas.
Origens e Contexto Histórico
Para entender o quasi-realism, é importante conhecer seu contexto histórico e suas origens. A teoria surge como uma resposta aos debates entre realistas e antirrealistas na filosofia moral. O realismo moral defende que as afirmações morais são objetivamente verdadeiras ou falsas, enquanto o antirrealismo moral argumenta que essas afirmações são apenas expressões de sentimentos ou atitudes subjetivas.
Principais Características do Quasi-Realism
O quasi-realism busca uma posição intermediária entre o realismo e o antirrealismo moral. Ele reconhece que as afirmações morais têm um aspecto normativo e que podem ser avaliadas como verdadeiras ou falsas, mas também reconhece que essas afirmações estão relacionadas a sentimentos e atitudes subjetivas. Dessa forma, o quasi-realism busca conciliar a objetividade das afirmações morais com a subjetividade dos sentimentos e atitudes que as acompanham.
Expressivismo e Projecionismo
Uma das principais abordagens dentro do quasi-realism é o expressivismo. Essa teoria defende que as afirmações morais são expressões de sentimentos ou atitudes subjetivas. Segundo o expressivismo, quando fazemos uma afirmação moral, estamos expressando nossos sentimentos e atitudes em relação a determinada situação ou ação. Essa abordagem está relacionada ao conceito de projecionismo, que argumenta que as afirmações morais são projeções de nossos próprios sentimentos e atitudes em relação ao mundo.
Emotivismo e Cognitivismo
Outra abordagem dentro do quasi-realism é o emotivismo. Essa teoria defende que as afirmações morais são expressões de emoções. Segundo o emotivismo, quando fazemos uma afirmação moral, estamos expressando nossas emoções em relação a determinada situação ou ação. Essa abordagem difere do expressivismo ao enfatizar o papel das emoções na formação das afirmações morais. Por outro lado, o cognitivismo argumenta que as afirmações morais são crenças que podem ser verdadeiras ou falsas. Essa abordagem busca conciliar o aspecto normativo das afirmações morais com a possibilidade de avaliá-las como verdadeiras ou falsas.
Relação com Outras Correntes Filosóficas
O quasi-realism tem relações e influências com outras correntes filosóficas, como o pragmatismo e o naturalismo. O pragmatismo defende que o significado de uma afirmação está relacionado às suas consequências práticas, enquanto o naturalismo argumenta que as questões morais podem ser compreendidas através da ciência e da natureza humana. O quasi-realism compartilha com essas correntes a busca por uma abordagem que concilie aspectos objetivos e subjetivos das afirmações morais.
Críticas e Debates
Assim como qualquer teoria filosófica, o quasi-realism também enfrenta críticas e debates. Alguns críticos argumentam que essa abordagem não consegue resolver completamente o problema da objetividade das afirmações morais, enquanto outros questionam a possibilidade de conciliar aspectos subjetivos e objetivos. Além disso, há debates em relação à validade e aplicabilidade do quasi-realism em diferentes contextos e culturas.
Aplicações Práticas
O quasi-realism tem aplicações práticas em diversas áreas, como a ética aplicada, a filosofia política e a teoria da justiça. Essa abordagem permite uma reflexão mais profunda sobre questões morais e éticas, auxiliando na tomada de decisões e na compreensão das diferentes perspectivas em relação a determinados dilemas. Além disso, o quasi-realism pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais justas e equitativas.
Conclusão
Em suma, o quasi-realism é uma abordagem filosófica que busca conciliar o realismo e o antirrealismo moral. Essa teoria reconhece a objetividade das afirmações morais, ao mesmo tempo em que considera a subjetividade dos sentimentos e atitudes que as acompanham. O quasi-realism tem influências de correntes filosóficas como o expressivismo, o emotivismo, o pragmatismo e o naturalismo. Apesar das críticas e debates, essa abordagem tem aplicações práticas em diversas áreas e contribui para uma reflexão mais profunda sobre questões morais e éticas.








