O que é: Quietism na Filosofia

O que é Quietismo na Filosofia?

O quietismo é uma corrente filosófica que surgiu no século XVII, principalmente na França e na Itália, e teve como principais representantes Pierre Bayle, François de La Mothe Le Vayer e Jean de La Bruyère. Essa corrente filosófica defende a ideia de que a melhor forma de alcançar a felicidade e a paz interior é através da renúncia às paixões e ao desejo de controlar o mundo ao nosso redor.

Origem e Influências do Quietismo

O quietismo tem suas raízes em correntes filosóficas anteriores, como o estoicismo e o neoplatonismo. O estoicismo, por exemplo, pregava a ideia de que a felicidade e a tranquilidade podem ser alcançadas através do controle das emoções e da aceitação do destino. Já o neoplatonismo defendia a ideia de que a realidade última é uma espécie de unidade divina, e que a alma humana pode alcançar a felicidade através da contemplação e da união com essa realidade.

O quietismo também foi influenciado pelo misticismo cristão, especialmente pelo pensamento de São João da Cruz e Santa Teresa d’Ávila. Esses místicos defendiam a ideia de que a união com Deus só pode ser alcançada através do abandono das paixões e do desejo de controle.

Principais Conceitos do Quietismo

No quietismo, existem alguns conceitos fundamentais que ajudam a compreender essa corrente filosófica. Um desses conceitos é o da quietude, que se refere à tranquilidade e à paz interior que são alcançadas através da renúncia às paixões e ao desejo de controlar o mundo. A quietude é vista como um estado de equilíbrio e harmonia, no qual o indivíduo se liberta das preocupações e das perturbações do mundo exterior.

Outro conceito importante é o da resignação, que se refere à aceitação do destino e à renúncia ao desejo de mudar as circunstâncias da vida. Para os quietistas, a resignação é uma forma de alcançar a paz interior e a felicidade, pois permite que o indivíduo se liberte das preocupações e das frustrações causadas pela busca incessante por controle.

Críticas ao Quietismo

O quietismo foi alvo de diversas críticas ao longo da história, especialmente por parte da Igreja Católica. A principal crítica é de que o quietismo pode levar à passividade e à indiferença diante das injustiças e dos problemas do mundo. Além disso, alguns críticos argumentam que o quietismo é uma forma de escapismo, pois propõe que a felicidade só pode ser alcançada através da renúncia às paixões e ao desejo de controle, em vez de buscar transformar o mundo.

Quietismo e a Busca pela Felicidade

Para os quietistas, a busca pela felicidade está diretamente relacionada à renúncia às paixões e ao desejo de controle. Eles acreditam que a felicidade verdadeira só pode ser alcançada através da quietude e da resignação, pois esses estados de espírito permitem que o indivíduo se liberte das preocupações e das perturbações do mundo exterior.

Essa visão do quietismo contrasta com outras correntes filosóficas que defendem a ideia de que a felicidade pode ser alcançada através da busca por prazeres materiais ou do controle sobre o mundo. Para os quietistas, essas formas de busca pela felicidade são ilusórias e apenas levam a mais sofrimento e insatisfação.

Quietismo e a Religião

O quietismo também tem uma relação estreita com a religião, especialmente com o cristianismo. Os quietistas acreditam que a união com Deus só pode ser alcançada através da renúncia às paixões e ao desejo de controle. Eles veem a quietude e a resignação como formas de se aproximar de Deus e de alcançar a paz interior.

Essa visão do quietismo é semelhante à de outros místicos cristãos, como São João da Cruz e Santa Teresa d’Ávila, que também defendiam a ideia de que a união com Deus só pode ser alcançada através do abandono das paixões e do desejo de controle.

Quietismo e a Atualidade

O quietismo, apesar de ter sido uma corrente filosófica importante no século XVII, não é muito discutido nos dias de hoje. Isso se deve, em parte, às críticas que recebeu ao longo da história, especialmente por parte da Igreja Católica. Além disso, a busca pela felicidade e pelo controle sobre o mundo são valores muito presentes na sociedade contemporânea, o que torna o quietismo uma corrente filosófica pouco atrativa para muitas pessoas.

No entanto, o quietismo ainda pode ser considerado relevante em alguns aspectos. A ideia de que a felicidade verdadeira só pode ser alcançada através da renúncia às paixões e ao desejo de controle pode ser vista como uma crítica ao consumismo e ao individualismo desenfreado da sociedade contemporânea. Além disso, a busca pela paz interior e pela tranquilidade continua sendo uma preocupação para muitas pessoas, o que pode tornar o quietismo uma corrente filosófica interessante para esses indivíduos.

Conclusão

Em resumo, o quietismo é uma corrente filosófica que defende a ideia de que a felicidade e a paz interior podem ser alcançadas através da renúncia às paixões e ao desejo de controlar o mundo. Essa corrente filosófica tem suas raízes em correntes anteriores, como o estoicismo e o neoplatonismo, e também foi influenciada pelo misticismo cristão. Apesar de ter sido alvo de críticas ao longo da história, o quietismo ainda pode ser considerado relevante em alguns aspectos, especialmente como uma crítica ao consumismo e ao individualismo da sociedade contemporânea.